Imigrantes magrebinos, africanos
e de outras origens na praça cheia de locandas. Vendedores de trastes velhos,
artigos vintage de valor sentimental, utilidades para menos
endinheirados e colecionadores de peças específicas - talvez encontrem preciosidades nas velharias!
Livros usados, louças de estanho,
brinquedos, cabedais e roupas em segunda mão, pechinchas vasculhadas por
imigrantes e nacionais à procura de roupa barata e boa.
Pessoas de todas as idades
amontoam-se vestidas de agasalhos nos passeios de terra. Cheira a charro.
Velhotes jogam cartas na mesa de cimento. A Biblioteca Popular de Pedro Ivo está
de porta aberta, cedendo o espaço para
leituras ao sábado. Tarde democrática e
livre, as pessoas deambulam por espaços
abertos, disponíveis a todos.
João compra o smartwatch por 10€:
“para lhe ser sincero tinha-o em casa mas nunca o usei, não me dou bem com este
tipo de relógio. O senhor scaneia o QRCode para descarregar a aplicação”, diz-lhe
o vendedor. Ele leva-o numa caixa branca. Em casa, mais tarde, o QRCode abre
uma aplicação que cobra 3€. Foi
aldrabado. O que parecia barato tornou-se caro: “deitei 10€ ao lixo”, disse João
irritado.




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