sábado, 10 de janeiro de 2026

Marketplace (praça Marquês de Pombal)

 


Imigrantes magrebinos, africanos e de outras origens na praça cheia de locandas. Vendedores de trastes velhos, artigos vintage de valor sentimental, utilidades para menos endinheirados e colecionadores de peças específicas - talvez  encontrem  preciosidades nas velharias!

Livros usados, louças de estanho, brinquedos, cabedais e roupas em segunda mão, pechinchas vasculhadas por imigrantes e nacionais à procura de roupa barata e boa.

Pessoas de todas as idades amontoam-se vestidas de agasalhos nos passeios de terra. Cheira a charro. Velhotes jogam cartas na mesa de cimento. A Biblioteca Popular de Pedro Ivo está de porta aberta, cedendo  o espaço para leituras  ao sábado. Tarde democrática e livre, as  pessoas deambulam por espaços abertos, disponíveis a todos.

João compra o smartwatch por 10€: “para lhe ser sincero tinha-o em casa mas nunca o usei, não me dou bem com este tipo de relógio. O senhor scaneia o QRCode para descarregar a aplicação”, diz-lhe o vendedor. Ele leva-o numa caixa branca. Em casa, mais tarde, o QRCode abre uma aplicação que  cobra 3€. Foi aldrabado. O que parecia barato tornou-se caro: “deitei 10€ ao lixo”, disse João irritado.





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