domingo, 25 de outubro de 2009

350


Hoje comemorou-se o Dia Mundial da Acção Contra as Alterações Climáticas. 24 de Outubro é a data oficial da fundação das Nações Unidas e por este motivo esta data também foi escolhida para celebrar este evento.


Em milhares de locais do mundo, de 181 países, organizaram-se acções para relembrar aos líderes mundiais que 350 é o número aceitável de partes por milhão de Dióxido de Carbono na atmosfera, acima do qual as alterações ambientais poderão ter um efeito irreversível. Neste momento estamos nas 390 ppm.

Em Dezembro, realizar-se-á em Copenhaga uma mega conferência ambiental com a participação ao mais alto nível dos líderes mundiais. Este evento pretendeu ser uma forma de pressão para que nessa conferência surjam medidas efectivas de redução das quantidades de dióxido de carbono na atmosfera e a sua estabilização abaixo das 350ppm.

Em Vila Nova de Gaia, elementos da Associação Ambientalista Quercus e um agrupamento de escuteiros colocaram três enormes faixas sobre a linha do metro, no tabuleiro da ponte D. Luiz, com o número 350.

Alguns transeuntes e turistas perguntavam o que se estava a passar e os organizadores lá foram explicando o significado do número.

Não houve interrupção da circulação do metro. Tudo se processou com muito civismo. Os organizadores e voluntários presentes tiveram o cuidado de colocar as faixas num período sem circulação das composições e de as retirar imediatamente antes da passagem destas. A acção foi acompanhada musicalmente por uma trupe de músicos populares, vestidos e pintados à palhaço, que muito contribuíram para a sua animação.



Alguns dados ambientais surgidos no Jornal de Notícias de hoje:



A temperatura média aumentou em Portugal 1,2 graus desde a década de 30 e 0,5º em três décadas.



Devido ao aumento da temperatura da água do mar, espécies como a sardinha e a faneca tenderão a imigrar mais para Norte, significando o fim de uma tradição de pesca Portuguesa.



Redução dos lençóis freáticos, devido a precipitações mais irregulares e diminuição das chuvas.



Agravamento das doenças respiratórias e maiores riscos de malária e febre do Nilo.


Ribeira Barredo



O Porto é magnético. Desta vez, a Ribeira Barredo. Num passeio que começa no pátio da Sé, desce pela rua Dom Hugo, uma das mais antigas da cidade, pela escadaria das Verdades (antigamente das Mentiras, numa inversão de significado muito curiosa), Largo do Padre Américo e Praças de São João e dos Arcos da Ribeira, terminando numa subida até à Rua Augusto Rosa no elevador dos Guindais.


Os recantos e detalhes coloridos dos becos, pátios e escadarias continuam a surpreender. As casas típicas, agora recuperadas e pintadas têm um aspecto mais asseado e as ruas têm cheiros menos ofensivos. Faltam regressar as pessoas a estas ruelas para lhes dar mais vida.


Rua de D. Hugo (1º Bispo do Porto)












sábado, 24 de outubro de 2009

O Buraco



Aos Sábados é muito difícil apanhar um autocarro para o Porto, ou sabemos a hora exacta ou então arriscámo-nos a ficar um tempo interminável à espera.


Estamos apenas a 20 Km, contudo parece que os Transportes Públicos se estão a tornar cada vez mais escassos, se exceptuarmos as localidades abrangidas pelas linhas de metro e CP.

Como há cada vez menos passageiros, as Empresas de Viação vão reduzindo a frequência das ligações. Não são rentáveis. Quase toda a gente anda de carro agora.

Duas horas à espera de um autocarro para o Porto, nem AV Grijó, nem AV Feirense, nem UT Carvalhos, nem Transdev, nada!

Transportes públicos escassos e estradas apinhadas de carros particulares, sem semáforos, passadeiras pouco frequentes e perigosas e bermas quase inexistentes e muitas vezes ocupadas por carros parados.

É uma aventura atravessar a EN1 nas vendas de Grijó, não existem semáforos e as passadeiras dão uma ilusão de segurança muito perigosa. Os carros vão muito depressa e mal têm tempo para reparar nos peões, mais vale não confiar nas passadeiras e ter muito cuidado. Para uma criança, idoso ou mulher com carrinho de bebé, a aventura torna-se mais perigosa ainda.

Regresso a casa e almoço, depois vou para outra paragem esperar o primeiro autocarro que aparecer. Agora já não me interessa apenas que vá para o Porto, estou por tudo, se aparecer um para Espinho vou nesse e depois apanho o comboio para a Estação de São Bento. Ao cúmulo que se chegou! Para ir ao Porto, planeio um desvio por Espinho, 6 km a mais. Num carro particular demoraria 25 minutos a chegar ao centro do Porto, sem engarrafamentos.

Espero novamente o autocarro, passam carros, os condutores olham-me, conheço e cumprimento alguns. Na estrada não passa ninguém a pé, as ruas estão desoladas e cortadas apenas pelo barulho dos carros que passam.

Chega o autocarro, vem vazio. Até ao Porto, no máximo, quinze passageiros que entram e saem ao longo do trajecto. Maioritariamente idosos ou malta nova, sem carta de condução.



Somos o quinto país da União Europeia com mais automóveis por mil habitantes, atrás de nós a maior parte dos países ricos, à nossa frente países insignificantes em número de habitantes: o Luxemburgo, o Liechtenstein, a Islândia e, excepcionalmente, a Itália.

Fomos o terceiro país que mais aumentou a percentagem de automóveis nas estradas entre 1990 e 2004, só ultrapassados pela Lituânia e Letónia, países ex-comunistas, deslumbrados com o Capitalismo.

Um dado positivo é que reduzimos bastante o número de sinistros durante o mesmo período.

Em termos económicos e de qualidade de vida divergimos da Europa, mas em número de automóveis somos  um país que “orgulhosamente” está na frente.

Ver o link


Estradas sem passeios



Autocarros vazios

domingo, 18 de outubro de 2009

Marcha Nocturna Dinisiana


Realizou-se em Grijó a Marcha Nocturna Dinisiana. Um Evento organizado pelo Agrupamento Vertical de Escolas Júlio Dinis e pelo Projecto “Memórias do Mosteiro de Grijó” que homenageou o patrono do agrupamento escolar.
Os participantes foram transportados no autocarro da Junta de Freguesia desde o Mosteiro de Grijó até à Quinta de Alvapenha, onde se iniciou esta caminhada nocturna de três quilómetros com passagem nos locais mais emblemáticos que serviram de cenário ao romance A Morgadinha dos Canaviais, recriando-se algumas passagens do livro com a participação de vários figurantes.
A Quinta de Alvapenha pertenceu a uma amiga da mãe de Júlio Dinis, para onde o escritor começou a vir algumas temporadas desde criança. E viria a servir de cenário no dito romance em que a principal personagem masculina, O Sr. Henrique de Souselas, fica hospedado.
Júlio Dinis atribuiu a esta personagem alguns traços seus e outras personagens foram directamente inspiradas em pessoas locais como a Morgadinha dos Canaviais, Mestre Pertunhas e Herodes.
A segunda paragem e recriação deu-se na Quinta dos Canaviais onde foi lido um poema do autor.
Seguiu-se uma passagem pela sede do Agrupamento Vertical para uma pequena visualização de excertos do filme dos anos quarenta, A Morgadinha dos Canaviais.
A última recriação foi na entrada da Quinta do Mosteiro que também foi cenário de muitas passagens do Romance.
A Caminhada terminou nos claustros do Mosteiro com a apresentação de uma exposição sobre a vida e Obra de Júlio Dinis e a sua ligação a Grijó. Os docentes e alunos do Agrupamento Escolar organizaram uma venda de produtos e de doces tradicionais.
Este evento, misto de caminhada, recriação histórica e literária, foi uma excelente ideia, estando a organização de parabéns. Estiveram presentes cerca de quatrocentas pessoas e figurantes num acontecimento que suscitou muita curiosidade na freguesia e serviu para reviver um pouco do seu passado na passagem por ruelas e casas mais antigas e dar a conhecer a todos a obra de um dos mais importantes romancistas Portugueses e a sua ligação a Grijó.

Para terminar, um breve resumo biográfico de Júlio Dinis.


Nasceu no Porto em 1839 e faleceu na mesma cidade em 1871, com apenas 32 anos e tuberculoso.
Licenciou-se em medicina na Escola Médico Cirúrgica do Porto e passou a sua vida entre esta cidade, Grijó, Ovar e Madeira, para onde se deslocou duas vezes graças ao clima mais propício aos males  pulmonares. As suas obras mais importantes foram A Morgadinha dos Canaviais, Uma Família Inglesa, Os Fidalgos da Casa Mourisca e As Pupilas do Senhor Reitor. Quase todos os romances tiveram por cenário o bucolismo campestre, onde decorrem idílios amoros incorrespondidos ao início mas que acabam bem, excepto Uma Familia Inglesa cujo enredo é no Porto e retrata um pouco da vida dos comerciantes Ingleses da cidade.
O seu nome verdadeiro era Joaquim Guilherme Gomes Coelho.




segunda-feira, 12 de outubro de 2009

PR3 Fafe – À Descoberta de Aboim


Percurso circular com 15 km de extensão. Local de partida: Largo da Igreja, na Freguesia de Aboim – Fafe.

Grau de dificuldade: médio

O percurso encontra-se bem sinalizado e percorre caminhos rurais em espaços maioritariamente abertos e com pouca sombra. Por esta razão a melhor época para fazer o percurso talvez seja o Outono e a Primavera, quando o Sol não é tão forte.
São visíveis as serras do Gerês, a Norte, da Cabreira, a Este e a do Alvão a Sudeste.


As formações graníticas são comuns ao longo de todo o percurso, assim como a arquitectura tradicional das casas rurais e dos espigueiros, construídos maioritariamente nesta rocha.
Aconselho uma paragem no café de Aboim, cujo dono é uma pessoa muito prestável e que poderá dar informações úteis sobre o percurso, assim como os habitantes da freguesia.
Aos Domingos, para Visitar o Moinho de Vento e o Museu deve-se contactar a Junta de Freguesia.






Flor do açafrãoTritão



terça-feira, 6 de outubro de 2009

Vila Flor


Concelho do distrito de Bragança, com apenas oito mil habitantes, em declínio populacional acentuado. Foral concedido pelo Rei D. Diniz.

De acordo com a lenda, aqui el Rei se encontrou com a sua noiva, Dona Isabel, ficando surpreendido com a beleza do lugar e a variedade de flores campestres. O rei mandou construir uma cintura de muralhas à volta da vila, restando hoje apenas uma porta em arco dessas muralhas, considerada monumento de interesse público.

Na Idade Média, a vila floresceu com o acolhimento de várias famílias Judaicas e, posteriormente, começou a entrar em declínio com as perseguições movidas contra o povo Judeu.

Hoje, Vila Flor possui um parque de campismo, dos melhores em Trás-os-Montes, quintas de Turismo rural e uma unidade Hoteleira de três estrelas, o Hotel Póvoa de Além Sabor.Recentemente inaugurado, com uma higiene irrepreensível, a cheirar a novo, quartos espaçosos e confortáveis, equipados com TV e casa de banho privativa. Com bar na recepção e pequeno almoço generoso servido em sala própria. Preços por quarto muito convidativos, com uma excelente relação qualidade/ preço. E, por último, com um atendimento muito simpático. O que é bastante para um local pequeno e com pouca oferta.

Vila Flor vive de alguma indústria, as Águas Frize, o complexo indústrial do Cachão, onde são produzidos e embalados muitos dos cogumelos vendidos nas grandes superfícies. Da produção de frutas, azeite e vinho. E dos serviços públicos, empregados pela Câmara e alguns pelo Estado, que desinveste cada vez mais nesta região, segundo queixas muito recorrentes de quem aqui vive.








Vale da Vilariça