domingo, 30 de maio de 2010

Nas Cercanias da Freita (PR4 de Arouca)














Logo no início da caminhada, uma cobra com 1,5 metros de comprimento atravessa muito rapidamente o estradão de terra. Sinto um arrepio e não consigo evitar falar sozinho e dizer: “ Heee!”. É irracional e inata a fobia pelas cobras.

Levo os bastões. Se fosse acompanhado, provavelmente não os levaria. Incomodar-me-ia fazer o percurso com as mãos ocupadas. Sozinho, é diferente. Eles servem para dissuadir um cão que se aproxime demasiado e afastar as cobras. São uma segurança, além das vantagens para o apoio dos braços e equilíbrio do corpo. Bato-os na terra com uma cadência regular para espantar alguma cobra e lagarto desprevenidos ao sol. Não quero voltar a apanhar outro susto. Prefiro não voltar a ver nenhuma cobra, ouço-as apenas a esconderam-se nos arbustos quando pressentem a minha aproximação.


Diria que a aldeia da Ameixieira estaria completamente abandonada se não fossem os tractores e o carro que vi, estacionados na única ruela que a atravessa. De resto, não vi ninguém.


O percurso tem muita sombra e mato que em algumas partes deveria ser desbastado, a erva alta e os arbustos roçaram em mim, e algumas árvores estão tombadas. Tornando-o mais difícil no início, antes da subida para os viveiros.


Até aos viveiros da Granja, o terreno torna-se mais aberto e desfruta-se de uma bela panorâmica sobre o vale de Arouca, as serras a Norte, o litoral do grande Porto e a Serra de Montemuro, a Este. A zona dos viveiros pareceu-me desmazelada e a casa do guarda-florestal merece uma recuperação. Seria um local ideal para apoio aos pedestrianistas e ao lazer no parque de merendas.

O troço entre o Chão de Espinho e a Granja é o mais bonito. Os campos arados, os espigueiros e a exuberância da vegetação circundante dão um aspecto muito bucólico ao percurso e, logo a seguir à Granja, as ramadas sobre o caminho e um muro com uma pequena queda de água que o vai encharcando, torna-o também muito bucólico.


Algumas cerejeiras têm fruto. Estão dentro dos quintais e um pouco afastadas do caminho, teria que entrar dentro para conseguir apanhar algumas. Não é boa ideia, ainda aparece o dono. Mas que é uma tentação ao  vê-las vermelhinhas, lá isso é.


O percurso é circular, tem 13 Km de extensão, muita sombra (adequado para um dia como o de hoje, com muito sol e calor - É muito agradável sentir a frescura do bosque!) e está bem sinalizado.





Igreja de Santa Maria do Monte, onde iniciei o percurso



Aldeia de Ameixieira


Tufos de Queiró na subida da serra



Povos
Aldeia de Forcada
Santa Maria do Monte

Qual o significado deste relevo?


Duas libélulas numa dança nupcial



Um insecto teimoso que não saía da minha mochila

3 comentários:

pimenta disse...

Viva amigo!

Cobras!? se não as pisares elas não te fazem mal é um ser pacato e que não incomoda ninguém, eheheh...

Sempre em movimento! isso mesmo parar é morrer e temos tanta paisagem bonita que não podemos ficar em casa...

Um abraço

Paulo disse...

Exactamente

há tanto para ver em Portugal, paisagens bonitas, aldeias, histórias, tradições...
há que usufruir o que temos de bom...mesmo as cobras, que não são venenosas (excepto as víboras)e não nos chateiam.

Um abraço

David Levy disse...

Olá Paulo :)

As tuas fotografias são fantásticas, mas vejo que ficam cortadas à direita. Para evitar isso, quando as colocares, centra-as à esquerda e verás que ficam na perfeição.

Abraço