sábado, 4 de março de 2017

...a ver pássaros

As fotos de hoje foram tiradas no âmbito da 3º sessão da ação de formação Boas Práticas para a Preservação da Biodiversidade Urbana, promovida pelo FAPAS (Fundo para a Proteção dos Animais Selvagens).

A primeira sessão decorreu no dia 21 de janeiro. Teve  com palestrante o doutor Paulo Farinha Marques, que falou sobre as árvores do Porto. Retive algumas informações muito interessantes sobre a flora da cidade:
Possui um clima excelente para o desenvolvimento das árvores, com poucos  fatores limitantes, favorecido pela corrente do golfo. As espécies  autóctones como os sobreiros e os carvalhos têm condições excelentes para se desenvolver e muitas outras espécies, exóticas, também encontraram condições ideais. Os muitos estrangeiros que foram habitando a cidade trouxeram espécies de outras partes do mundo e fizeram experiências que resultaram bem.  Os “Brasileiros”, emigrantes que enriqueceram no Brasil, foram os responsáveis pela introdução da araucária da américa do sul.
As árvores mais adaptadas às condições da cidade são as ripículas (ulmeiros, choupos, salgueiros, bétulas) e  Freixos, liquidâmbares, lódãos. 
A Foz no século XIX tinha alguns pinhais.
Algumas árvores são bastante emblemáticas de locais da cidade:
Na praça dos leões há uma Palmeira das Canárias, a Cordoaria tem plátanos, na Casa das Artes destaca-se um tulipeiro. Será interessante completar esta informação com imagens desses locais.
Outro palestrante falou das aves das nossas cidades e no fim da sessão tivemos a oportunidade de identificar os sons das espécies mais comuns.
Na mesma sessão decorreu o atelier de pegadas e de construção de ninhos.
Construção de ninhos

Como se regista uma pegada? Com gesso em pó, água, cartolina, óleo e uma espátula faz-se o molde.


2ª sessão: dia 11 de fevereiro.


Palestra sobre morcegos. É um animal fascinante e injustamente mal-amado, devido aos mitos errados que se construíram sobre ele. O morcego mais comum nas nossas cidades é o anão.
Da parte da tarde: atelier de abrigos para morcegos e palestra sobre estratégias de atuação para operacionalizar os conteúdos dos workshops e comunicações.
Abrigo para morcegos

3ª sessão: 4 de março.

Visita ao Parque da Cidade e à reserva do Estuário do Douro.
Munidos de binóculos e orientados pelos guias sofia e Daniel, fomos a estes locais identificar as principais espécies aí residentes ou em passagem.
Algumas identificadas:
Parque da Cidade (83 hectares, o maior parque urbano do país e com ligação ao mar, o que faz dele um caso raro a nível mundial).
Pega- rabuda; melro; Gaio; Gralha preta; Galeirão; Galinha-de-água; Corvo-marinho; Ganso-do-Egito; Guincho- comum; Ganso; Pato-real; Pato-trombeteiro; Felosa; Maçarico-das-rochas; Chapim-real; Toutinegra-preta; Trepadeira e Periquito-de-colar (espécie exótica).

Parque da cidade: lago nascente

Tabúa

Ganso-do-Egito rodeado por um casal de patos-reais e um pombo.
Depois de um agradável almoço no restaurante do parque seguimos para o Estuário do Douro, pelo caminho fizemos uma curta paragem no observatório de aves do Fapas, junto ao cruzamento do Fluvial, para mais observação.
Casas rústicas no parque da cidade
Observatório de aves do FAPAS

Tivemos a oportunidade de ver um corvo marinho a dar longos mergulhos à procura de peixe na ribeira da Granja, com água muito turva mas  ainda com peixe, senão  não andaria ali a mergulhar. Garças – reais, uma surpresa, são comuns aqui.
Ribeira da Granja

Rio Douro junto ao observatório

Rio Douro junto ao observatório (Ponte da Arrábida ao longe)


Estuário do Douro: alvéola-amarela; garça-branca-pequena; uma fuinha-dos-juncos que parecia uma pluma de algodão a baloiçar nos caniços; um guarda-rios impávido, escondido na vegetação; cartaxo- comum em cima dum pau e maçaricos entre as gaivotas. 
Sem máquina em condições não há fotografias em condições.