sábado, 11 de agosto de 2012

Trilho da Águia do Sarilhão/ Geira

Início do percurso: Parque de Campismo de Cerdeira, Campo do Gerês.
Duração: 4 h.
Distância: 7 Km

À saída do parque virar à esquerda e novamente à esquerda, após 100 metros, quando surgirem os sinais de PR.
A partir deste ponto segue-se a sinalização de PR durante cerca de 3 Km, aproximadamente, até encontrar a placa de metal castanho que sinaliza o percurso da geira romana. A partir daqui segue-se o trilho da geira ao longo da albufeira de Vilarinho das Furnas, passando por marcos miliários, até uma praia fluvial, de onde se regressa por estrada alcatroada ao parque de campismo.
Percurso muito bonito, conforme atestam as fotos, simples, fácil e para repetir. Concilia História, a Geira Romana, com as paisagens deslumbrantes do Gerês.



Albufeira de Vilarinho das Furnas


Geira Romana
Via militar Romana que ligava Bracara Augusta a Astorga
Marcos miliários.
Marcavam as distâncias entre as cidades do Império Romano. Estes indicam a milha XXIX.
Em muitos marcos são visíveis as inscrições Romanas, como neste.
Mais uma vista deslumbrante da albufeira de Vilarinho das Furnas.
O nome da albufeira deve-se à aldeia de Vilarinho das Furnas, submergida aquando da construção da barragem do Rio Homem, a Jusante.
Aldeia centenária e comunitária, definitivamente submergida em 1970, creio.

Excerto do Diário de Miguel Torga
Exposto no Museu Etngráfico de Vilarinho das Furnas, Campo do Gerês.


Uma das fotografias de Vilarinho das Furnas.
Museu Etnográfico
  

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

O Porto de Marques da Silva

Marques da Silva (1869 – 1947) foi um importante arquitecto do Porto. Alguns projectos desenhados por si, fazem hoje parte do património arquitectónico e estético da cidade.

Fui fotografá-los, deambulando pela cidade.




Prédio da Rua Alexandre Braga.


Construção: 1928

Estação de São Bento, Praça de Almeida Garrett.

No ano de 1896 foi concluída a ligação ferroviária entre Campanha e o Centro da cidade, ainda sem gare. Apenas uma linha que passava pelo túnel da vandoma., necessária à circulação de comboios entre estes dois locais.
O Rei D. Carlos e a Rainha D. Amélia colocam em 1900 a primeira pedra da futura gare de São Bento. O projecto da estação sofre várias alterações, sendo definitivamente inaugurado em 1916.
O nome deve-se à existência do convento de freiras beneditinas de São Bento da Ave-Maria , expropriado para a construção da gare.
Os painéis do interior são da autoria de Jorge Colaço. Representam cenas da História de Portugal e da vida Portuguesa da época.

Painéis em azulejo














Hall da gare









Cais





Edifico da Companhia de Seguros Nacional, Av. dos Aliados, 1.

Data de Construção: 1919 – 1925.
Com o edifício oposto da avenida, Ed. Joaquim Emílio Pinto Leite, marca a separação da Av. dos Aliados e da Praça da Liberdade.



Edifício Joaquim Emílio Pinto Leite, Av. dos Aliados, 2.
Actualmente sede do BBVA.
Construção: 1922.



Sede do Jornal de Notícias, Av. dos Aliados, 138 – 168.

Data de Construção: 1919 – 1925.



Palácio do Conde de Vizela, Rua das Carmelitas, Rua Conde de Vizela e Rua Cândido dos Reis.
Data de Construção: 1917 – 1923.
Construído para albergar os escritórios da fábrica Rio Vizela, lojas e o Club Portuense.



Edifício das 4 Estações, Rua dos Carmelitas, 100.
Construção: 1905
O nome do Edifício deve-se aos relevos que representam as estações do ano, visíveis nas pilastras frontais. Estilo Beaux- Arts. Foi habitado por Marques da Silva.
Propriedade da Fundação Instituto Marques da Silva.


Pormenor de uma das pilastras






Bairro Operário de “O Comércio do Porto”, Monte Pedral, Rua da Constituição, Rua de Serpa Pinto, Ruas do Quanza, Niassa, Limpopo.


Data de Construção: 1899 – 1905.

A Cidade do Porto debatia-se com péssimas condições de salubridade para os seus operários. Por iniciativa da Federação das Associações Operárias do Porto, começaram a ser construídas habitações mais condignas. As casas passaram a ter casa de banho individual, divisões diferenciadas para os diferentes elementos da família, cuidados estéticos e de segurança, inexistentes nas chamadas “ilhas” operárias da cidade.

A construção destas habitações representa a ambição de dignificar as classes sociais mais desfavorecidas.





Casa Atelier Marques da Silva, Praça Marquês de Pombal.
Início do Projecto: 1909.
Residência privada. Sede da Casa Museu Arquitecto José Marques da Silva.





Armazéns Nascimento, Ruas de Santa Catarina e de Passos Manuel
Actualmente sede das lojas FNAC e C&A.
Data de Construção: 1916 – 1927.
Vendido pelo proprietário em 1927 e sede durante muitos anos das Galerias PAlladium.




Liceu Alexandre Herculano, Av. de Camilo.

Data de Construção: 1916 – 1921.

Casa de Serralves
Projectada em 1925, por encomenda do Conde de Vizela.




Teatro Nacional de São João, Praça da Batalha.
O Real Theatro de São João ou Real Theatro do Príncipe, em homenagem ao príncipe regente D. João VI, inaugurado em 1798, foi tragicamente destruído por um incêndio em 1908. No seu lugar surgiu o novo Teatro de São João.

Data de Construção: 1910 – 1918.

Inauguração: 1920, com a Ópera Aida, de Verdi

   
  

Liceu D. Manuel II, Praça Pedro Nunes
Data de Construção: 1927 – 1932.
Actualmente Escola Secundária Rodrigues de Freitas.


Monumento aos Heróis da Guerra Peninsular, Praça Mouzinho de Albuquerque.
Data de Construção: 1909 – 1951.
Trabalho escultórico de Alves de Sousa, Henrique Moreira e Sousa Caldas.






O eléctrico 22 faz um trajecto circular desde o Carmo até à Batalha. A linha Marques da Silva passa por alguns edifícios do arquitecto.




segunda-feira, 2 de julho de 2012

Na Vereda do Pastor (PR 3 de Vale de Cambra)


Iniciei o percurso na aldeia de Lomba, no sentido inverso ao que aparece descrito no folheto PDF, imprimível da net, no sítio da Câmara Municipal de Vale de Cambra.

Para chegar à aldeia da Lomba, a partir de Vale de Cambra, segue-se na direcção de Cepelos, depois Felgueira, onde se vira à direita, no largo da paragem do autocarro, antes do restaurante Varandas da Felgueira.

Um Km mais à frente, vira-se à esquerda, na direcção do Campo de Jogos de Cabrum. Segue-se por Cabrum até à aldeia da Lomba, por uma estrada apertada, com muitas curvas e precipícios, a exigir uma condução cuidadosa.

Na aldeia da Lomba, optei por seguir no sentido de Côvo - Agualva.

O percurso pedestre está a necessitar que alguns sinais sejam retocados e que outros sejam colocados em locais adequados, por mais de uma vez tive que voltar atrás para rever as indicações pois segui por caminhos errados, sendo necessário fazer pequenos reconhecimentos por caminhos que não se sabe bem se fazem parte do trilho correcto ou não.

Onde tive mais dificuldades, porque neste desvio falta uma placa, foi no início da íngreme subida para Côvo. Fui ter ao ribeiro e, à falta de sinalização, voltei para trás. No folheto PDF onde se lê “ O percurso pedestre abandona o caminho mais largo e toma um carreiro que sobe a encosta fora depois dos muros que ladeiam a vereda”, deve-se ter em consideração que este carreiro não é muito visível e a tendência é seguir pelo estradão, por ser mais largo.

Os cães ladraram furiosamente quando entrei na aldeia de Côvo, fazendo-me uma recepção bastante “simpática”. Felizmente estavam todos presos, excepto um pequeno, que por ser pequeno não deu para assustar, mas que fez questão de me mostrar os seus bonitos dentes caninos.

Um bonito carvalhal destaca-se na aldeia de Côvo.

Em Agualva fui recebido novamente por um comité canino de recepção, tão simpático como o anterior, e sempre fazendo questão de me mostrar os dentes. Que hábito!

A panorâmica na aproximação à Lomba é muito bonita e nesta aldeia vale a pena observar a série de espigueiros alinhados junto à Senhora dos Milagres.

Apesar da sinalização, a necessitar de reparos, o percurso foi uma agradável surpresa, tem algo de selvagem, locais íngremes, prados prazenteiros, vegetação diversa, água e horizontes abertos.

Tomilho




Côvo


Côvo



Ribeira das Estacas





Margaridas

Agualva

Comité de Boas Vindas, Agualva


Arnica


Lomba



Lomba
Espigueiros, Lomba